Tudo o que sinto,
na marginalidade das coisas
o encontro.
Tudo o que vejo,
na interrogação das questões
o descubro.
Tudo o que ouço,
na imaginação dum sonho inacabado
o agarro.
De tudo o que sinto,
o que vejo,
e que ouço,
nada me fica e não ser o vão.
O desespero de despertar
da insónia mal dominada
na penumbra duma noite solitária
entre o tudo e o nada.
De factos e coisas achadas
descobrindo a paranóia dos sonhos
o irreal aparece deslumbrado
na imbecilidade do previsto.
PN

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